
quando o olhar se reflecte na noite calma e se imaginam janelas abertas ao mundo nos pontos azuis
tornamo-nos tão claros.
(depernascruzadasedebraçosabertos,portanto.)
pode ser isto e outra coisa qualquer, então.
flor de mel, flor de mel à flor da pele...
feliz por ter olhos com sono e sorriso. feliz com razão e sem razão. e assim sem saber o que dizer. não bof. não bof mesmo.
flor de mel, flor de mel à flor da pele...
(já se passou tanto desde a noite em que conduziste verde. tanto que disparatei. tanto tempo que levei a descobrir. tanto que esvaziámos em parques infantis. tanta cinza nas estradas e canteiros de propriedades alheias. sempre música ou filmes ou livros ou os mesmos ditos e as mesmas caras a serem partilhadas. demorei tanto tempo. e já se passou tanto tempo desde a noite em que eu te obriguei a esta foto ranhosa. simplesmente porque sabia que odiavas beijinhos. mas hoje (que não estás verde) deves estar mais para o rôxo ou negro... vai ter mesmo que levar com o beijinho.)
porque amanhã é mesmo. sem ser ao contrário. sem serem doze, são vinte e um.
(e é claro que tinha que ser a um domingo.)