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Tuesday, March 4, 2008
amortecedor
variantes:
1) Amor.tece.dor
2) Amor.tecedor
3) Amortece.dor
(o 3) deriva do 2) - o 1) anda sozinho. ; pá! eu tenho assobiado por aí. )
Sunday, February 24, 2008
a amarelo vem o corte de cabelo.
cinzento. branco.
a cal.
o chão.
crostas de tinta nas costas das mãos.
falaste-meemtintasecanasmeias.
um bocado a cair.
e outro.
respira.
eu não sei andar de patins.
só patinar.
já não pinto as unhas.
nem das mãos, nem dos pés.
o minimo era cortar o cabelo.
-está tão curto. eu dava-te dinheiro para ires cortar.
o minimo que eu podia fazer era cortá-lo eu.
as linhas fogem-me.
aqui escreve-se no branco
sem pauta.
e isso começa-me a irritar.
Sunday, January 6, 2008
candy.

Once upon a time, there was Candy and Dan. Things were very hot that year. All the wax was melting in the trees. He would climb balconies, climb everywhere, do anything for her, oh Danny boy. Thousands of birds, the tiniest birds, adorned her hair. Everything was gold. One night the bed caught fire. He was handsome and a very good criminal. We lived on sunlight and chocolate bars. It was the afternoon of extravagant delight. Danny the daredevil. Candy went missing. The days last rays of sunshine cruise like sharks. I want to try it your way this time. You came into my life really fast and I liked it. We squelched in the mud of our joy. I was wet-thighed with surrender. Then there was a gap in things and the whole earth tilted. This is the business. This, is what we're after. With you inside me comes the hatch of death. And perhaps I'll simply never sleep again. The monster in the pool. We are a proper family now with cats and chickens and runner beans. Everywhere I looked. And sometimes I hate you. Friday -- I didn't mean that, mother of the blueness. Angel of the storm. Remember me in my opaqueness. You pointed at the sky, that one called Sirius or dog star, but on here on earth. Fly away sun. Ha ha *beep* ha you are so funny Dan. A vase of flowers by the bed. My bare blue knees at dawn. These ruffled sheets and you are gone and I am going to. I broke your head on the back of the bed but the baby he died in the morning. I gave him a name. His name was Thomas. Poor little god. His heart pounds like a voodoo drum.
and in the end you hear her say:
Once upon a time, there was Candy and Dan. It was just the two of them. Everything was gold. He was handsome and a very good criminal. We lived on sunlight and chocolate bars. He would climb balconies, climb everywhere, do anything for her, oh Danny boy. You came into my life really fast and I liked it. But Danny you said, you promised. You pointed at the sky, that one called Sirius or dog star, but on here on earth. How much do I love this whiring in my ears. Since there is only one thing to love and it cannot be you. Danny the daredevil. Candy went missing.
it's a dirty world Reich, say what you want
[ há domingos e domingos. e às vezes só se quer morar na rua de trás. Beladona. é sempre uma questão de nome. há-de ser sempre. os olhos fecham-se e as mãos ficam frias. e fica-se sempre à espera que nos caia no colo mais uma garrafa e um sorriso. que parvoíce. é do silêncio lá fora.]
Saturday, December 29, 2007
no tempo que passa vamo-nos habituando aos limites que dizem que o tempo tem.(só que não tem)
I'll trip, fall, pick myself up and
walk unafraid
I'll be clumsy instead
hold my love me or leave me
high.
não vejo a vida em anos, mas desejo-vos um feliz ano, se assim se sentirem mais confortáveis, se acharem que começa tudo de novo.
até.
beijo. *
Sunday, September 16, 2007
para lá lá lá lá
fogo de artificio - que raio de sentimento é este?
a comparação entre mim e uma criança autista está longe de ser verdade ou está perto de ser uma mentira?
ponto. recapitulo tudo e não chego a parte nenhuma.
durante 40 horas fechei os olhos, apertei as mãos e sustive a respiração. dentro d'água qualquer coisa faria sentido se não estivesse rodeada de peixes. os olhos tentam não puxar as pestanas para dentro da garganta. (comer com os olhos sempre foi uma bela expressão)
eu comia-lhe os dedos como se fossem feitos de chocolate, mas nem o chocolate podia ser tão cheio de magia como aqueles dedos. é cego. ou cega. eu nem sei bem.
será que a cega sou eu e já não vejo nada?
quero uma sopa de letrinhas em braille.
rebentava a tigela com uma colher e espetava um uivo mudo nos teus olhos. e sei que te rias e me estendias o teu cabelo em caracóis para eu te fazer festinhas.
escuta, isto não significa absolutamente nada.
ando com vontade de comer maçãs. das verdes. e ler os livros da Enid. e ver como os tectos são vernelhos, ocres, amarelos, dourados, pôr-do-sol em manchas de folhas de cerejeiras. tardes de pé a balançar. sentada numa árvore.
sete pecados capitais. sete degraus. não vamos a lado nenhum.
estamos presos aqui ao céu que se afunda à nossa volta de cada vez que nos rebentam com fogo. com artificios.
tão maravilhados.
como se não fosse real.
ou só extra-terrestre.
eu não sei o que digo.
nunca.
mas hoje apeteceu-me. porque já não era domingo há muito tempo
e
eu
não sei explicar o que é porque as minhas descrições soam a falso e, na minha cabeça, as azeitona sempre se pareceram mais com queijo.
Thursday, August 9, 2007
h.a.b.i.l.i.d.a.d.e.s.
http://www.deviantart.com/deviation/38837217/?q=breathe&qh=boost%3Apopular+age_sigma%3A24h+age_scale%3A5&qo=33há dias em que o coração está tão leve, que o sacana se evade pela boca sob a forma de suspiro.
Sunday, June 3, 2007
and then you smiled for a second.
gostava de não ter saudades dos sorrisos todos que já passaram pela minha cara, mas é só domingo e eu procuro na gaveta um bocadinho de uma qualquer coisa diferente. de vez em quando é assim. eu já sei. mais uma vez. é domingo. e só me apetecia mastigar nuvens em vez de continuar a ter nós na garganta.
Sunday, May 20, 2007
"the aftertaste of something warmer." - só mais um. desta vez é o domingo de dia 20 de Maio. e não tem significado nenhum.
aponta para a janela e deixa cair o dedo até ao ponto azul ali ao fundo no céu. há sempre um ponto azul no céu quando o dia é cinzento. uma mistura de cinzento com rôxo. e castanho
esfrega os olhos e lamenta que as pálpebras queiram cair, mesmo assim a música toca tão alto. e arranha suavemente o interior infantil.
cheira a café.
está a ser feita uma quiche de espinafres.
mas cheira a café.
fotografias do quarto. de livros empilhados na mesa de cabeceira. banda-desenhada. Capote. um caderno preto. recibos esquecidos. uma variação. três livros emprestados. cabeceira.
como se diz " bem-vindo. como correu a viagem? " em alemão numa folha qualquer por aí. apontamentos. desenhos a desaparecer no meio de riscos.
escolhe por mim um texto manchado.
porta aberta para uma janela. janela fechada para o telhado.
escorregadios os passos que se dão nas telhas, não há tabaco por aqui. só beatas velhas à volta.
se houvesse sol.
se o céu fosse mais azul.
se não se sentisse o ar frio a arrepiar a pele do pescoço.
se cheirasse a outra coisa qualquer menos invernal (?) .
se as árvores não dançassem ao som do silêncio.
se não fosse outro dia qualquer.
eu dizia que não era domingo.
(se não me esquecesse da maior nódoa negra que tenho, abrir as mão e vê-la a voar como uma folha de papel queimada por aí. há sempre um bocadinho de água a espreitar ao canto do olho. é preciso secar o céu, para não se apagar. por favor depositem-me a house in the clouds num domingo cinzento feito de baloiços e suspiros.)
Friday, May 11, 2007
but everything looks perfect from far away...zumbidos.
tenho saudades do rapaz pastilha-elástica-azul-colada-na-estrada e de outros (mais ou menos) tal e qual.
é só porque não nos compreendemos.
às vezes as coisas não têm que fazer sentido. eu não gosto de bocadinhos. bocadinhos sozinhos não têm piada nenhuma.
gosto de um todo, mesmo sabendo quais as melhores e piores caracteristicas de alguém. de uma situação. de qualquer coisa. isto não tem que ser necessariamente acerca disso. não se pode bater sempre na mesma tecla.
podiam acender a luz?
tenho uma traça preta a zumbir na noite branca.
e eu que pensava que elas não zumbiam.
tenho um bocadinho de cotão agarrado aqui dentro.
dá vontade de o largar, mas coagulou e eu não sei mandar isto embora sem que me doa.
também já não sei manter isto sem que me doa.
ainda me consigo rir.
às vezes dá-me vontade de rir.
só pelo ridiculo da situação.
dumb people make me laugh, that's why I keep staring at myself.
anyway.
isto é só porque estou a ouvir uma coisa.
e eu estou sempre a ouvir qualquer coisa.
Já nem me lembro assim tanto do que me dói para estar aqui a disparatar.
cheguei a um ponto em que tudo se mistura e me parece distante e perto. o rapaz pastilha-elástica-azul-colada-na-estrada chama-lhe traumas. talvez. mas eu já nem me lembro bem.
pois não?
Sunday, May 6, 2007
"eu abro a dor de ser quem sou. de tudo amar."
· stop.
o céu é feito de pássaros azuis.
passo por um gato que é feito de manchas pretas e brancas; aguarela que os meus olhos se acostumaram a ver. os meus olhos que são feitos de lágrimas com uma íris negra que projecta o fim numa parede branca.
são 20.00. está demasiado frio. o meu pai não me vem buscar e aquela miúda parece-me muito mais do que alguma vez fui com a idade dela. um tipo com quem me enrolei duas vezes passa por mim e sorri-me. não sou capaz de mover uma palha. acreditas que já vejo a lua?
imagino o rapaz-pastilha-elástica-azul-colada-na-estrada e nas melodias tristes em cima da cama. todas as cartas que escrevemos um ao outro sem nos vermos. toda a gente que espera uma carta minha há meses e a minha incapacidade de ter uma conversa normal em que não me apeteça mandar toda a gente pó caralho.
os meus amigos são o que são e eu gosto deles assim. encosto a cara ao poste frio enquanto me lembro de passar pela padaria com a luz vermelha. sentir-me a puta à procura de pão quente. ficar de mãos vazias. senhores, alimento-me de tabaco. e já não é cravado. é bom ser-se um filho-da-puta igual a toda a gente com algum dinheiro na conta. E não quero mais cor que essa. Só a do vestido que vou comprar para dançar em cima da tua campa.
Encosto a cara fria à lua gelada. Senhores, aquilo são folhas? o meu pai não me foi buscar e eu espero o autocarro ao frio. pai que só não me pariu porque não quis. porque nem valia a pena. ele sim. tem as suas conversas privadas com Deus à janela e diz a toda a gente que não acredita Nele. nEle.
Olhos nos olhos e nunca o olhar de lado. sim. olho sempre de frente para o que não quero ver. Meu amor, quantas vezes me perdi por pensar que os teus olhos eram iguais? Privei-me aos outros desde há uns tempos para cá. é estupidamente verdadeiro e imbecil para se ser dito. Mas sim é verdade como as vezes que já matei a minha mãe. Daqui a uns meses há um abraço e voltamos ao mesmo de sempre. tenho vontade de vomitar.
vou deixar de comer carne de porco. é a única que deixei de suportar.
afinal o meu pai sempre me vem buscar. a conversa é banal e eu como cigarros até casa. sempre ocupei esse banco e nunca o lugar do condutor. sempre me atrevi a pôr o tronco de fora da janela e gritar enquanto toda a gente me agarrava e eu tocava com os dedos no asfalto. nada disto é real. se era quando tinha 18 anos deixou de ser, que para mim já não há essa coisa das idades.
já não há essa coisa dos nomes.
a lua estende-me a mão e faz-me uma festa na cara. eu agarro-a e olho-a de frente com os olhos cheios de lágrimas e queimo-me. fecho os olhos e vou directamente a voar para casa, mesmo quando o meu pai pára para comprar ovos que eu não como. nem quero comer. odeio ovos. odeio a luz. a lua. o barulho contra os ouvidos. E é o mar a entrar-me pela casa e a dançar em mim como um sorriso que já não tenho. fecho a boca com as duas mãos e tento não chorar até dormir. durmo e acordo a chorar.
senhores aquilo são folhas brancas?
o caminho de casa.
não acaba.
O meu pai pousa-me a mão no ombro. diz "chegámos" como acontecia quando tinha cinco anos e eu fingia que estava dormir no carro só pelo prazer de ser levada ao colo. mal falo à minha mãe. entro para o exterior, através da janela aqui ao lado. sento-me nas telhas.
e olho de frente. para ti. para o sonho que nunca morre do outro lado sem me matar mais um bocadinho cada vez que acordo.
[algures em janeiro para um espelho que não existe.]
(passado uns meses tudo é diferente. apetecia-me mais ter escrito a "Nuvem" que o manel escreveu tão bem, mas claro está... ele há-de ser sempre exacto no que diz. sou grande apreciadora disso. apreciadora.)
o céu é feito de pássaros azuis.
passo por um gato que é feito de manchas pretas e brancas; aguarela que os meus olhos se acostumaram a ver. os meus olhos que são feitos de lágrimas com uma íris negra que projecta o fim numa parede branca.
são 20.00. está demasiado frio. o meu pai não me vem buscar e aquela miúda parece-me muito mais do que alguma vez fui com a idade dela. um tipo com quem me enrolei duas vezes passa por mim e sorri-me. não sou capaz de mover uma palha. acreditas que já vejo a lua?
imagino o rapaz-pastilha-elástica-azul-colada-na-estrada e nas melodias tristes em cima da cama. todas as cartas que escrevemos um ao outro sem nos vermos. toda a gente que espera uma carta minha há meses e a minha incapacidade de ter uma conversa normal em que não me apeteça mandar toda a gente pó caralho.
os meus amigos são o que são e eu gosto deles assim. encosto a cara ao poste frio enquanto me lembro de passar pela padaria com a luz vermelha. sentir-me a puta à procura de pão quente. ficar de mãos vazias. senhores, alimento-me de tabaco. e já não é cravado. é bom ser-se um filho-da-puta igual a toda a gente com algum dinheiro na conta. E não quero mais cor que essa. Só a do vestido que vou comprar para dançar em cima da tua campa.
Encosto a cara fria à lua gelada. Senhores, aquilo são folhas? o meu pai não me foi buscar e eu espero o autocarro ao frio. pai que só não me pariu porque não quis. porque nem valia a pena. ele sim. tem as suas conversas privadas com Deus à janela e diz a toda a gente que não acredita Nele. nEle.
Olhos nos olhos e nunca o olhar de lado. sim. olho sempre de frente para o que não quero ver. Meu amor, quantas vezes me perdi por pensar que os teus olhos eram iguais? Privei-me aos outros desde há uns tempos para cá. é estupidamente verdadeiro e imbecil para se ser dito. Mas sim é verdade como as vezes que já matei a minha mãe. Daqui a uns meses há um abraço e voltamos ao mesmo de sempre. tenho vontade de vomitar.
vou deixar de comer carne de porco. é a única que deixei de suportar.
afinal o meu pai sempre me vem buscar. a conversa é banal e eu como cigarros até casa. sempre ocupei esse banco e nunca o lugar do condutor. sempre me atrevi a pôr o tronco de fora da janela e gritar enquanto toda a gente me agarrava e eu tocava com os dedos no asfalto. nada disto é real. se era quando tinha 18 anos deixou de ser, que para mim já não há essa coisa das idades.
já não há essa coisa dos nomes.
a lua estende-me a mão e faz-me uma festa na cara. eu agarro-a e olho-a de frente com os olhos cheios de lágrimas e queimo-me. fecho os olhos e vou directamente a voar para casa, mesmo quando o meu pai pára para comprar ovos que eu não como. nem quero comer. odeio ovos. odeio a luz. a lua. o barulho contra os ouvidos. E é o mar a entrar-me pela casa e a dançar em mim como um sorriso que já não tenho. fecho a boca com as duas mãos e tento não chorar até dormir. durmo e acordo a chorar.
senhores aquilo são folhas brancas?
o caminho de casa.
não acaba.
O meu pai pousa-me a mão no ombro. diz "chegámos" como acontecia quando tinha cinco anos e eu fingia que estava dormir no carro só pelo prazer de ser levada ao colo. mal falo à minha mãe. entro para o exterior, através da janela aqui ao lado. sento-me nas telhas.
e olho de frente. para ti. para o sonho que nunca morre do outro lado sem me matar mais um bocadinho cada vez que acordo.
[algures em janeiro para um espelho que não existe.]
(passado uns meses tudo é diferente. apetecia-me mais ter escrito a "Nuvem" que o manel escreveu tão bem, mas claro está... ele há-de ser sempre exacto no que diz. sou grande apreciadora disso. apreciadora.)
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