Wednesday, November 14, 2007

don't let the darkness eat you up.

"eu acho que vai correr tudo bem."

- eu também.

Wednesday, November 7, 2007

moth

corri para aqui sem saber porquê.
[a solidão faz-se destas coisas. estou farta de saber isso. ando a estudar isso. já o via. continuo a senti-lo. e uma pessoa habitua-se ao confessionário.]


custa a arrancar.
respira.
anda para a frente e para trás. o pause não são só dois tracinhos ao canto da memória.
A memória dilui-se. para trás ficou toda a vida que nunca consegui agarrar, tudo o que me passou ao lado. reduzi-me ao que sou. bloqueei a visão com a cortina passageira de lágrimas e aquele autocarro não quis avançar. eu deixei-me na música como se estivesse a caminho de casa.
cada vez mais silêncio naquele pequeno quarto. a cor e a luz diluem-se e eu fico outra vez no espaço branco onde não há nada. espero. e começo a rodar na minha queda para trás.
comi as minhas palavras.
comi os meus movimentos.
apaguei-os. (tola... isso nunca acontece.)
cheguei à linha zero. preparo-me para partir novamente. tudo é diferente.
alterei tudo.
dou comigo a sorrir. apesar de, simultaneamente, me aperceber da fantasia toda que cresce e se distingue da realidade. fantasiar com o que poderia. com o que foi. com o que vai existindo.
a realidade vai-me doendo. é tudo uma questão de luz e som até chegar lá.
esqueço-me do cheiro, esqueço-me das mãos, esqueço-me de balançar os pés.
esqueço-me de caminhar para lado nenhum sem problema, esqueço-me de lamber o açúcar dos dedos, esqueço-me de cantarolar.
tenho medo de estar sozinha. tenho muito medo de estar sozinha comigo.
vou tendo medo de me dominar. daquele lado me dominar totalmente. e há alturas em que lhe quero bater a sério e fazer-lhe mal.
-não me apetece escrever estas coisas aqui.
-Então não escrevas.
o meu problema é ser exagerada e deturpar a realidade conforme o que sinto. Mas a verdade, é que para mim essa é a realidade.
sinto-me como uma traça que queria ser uma borboleta. ( que foleira; não sei escrever...)
ignoro o meu caminho.
a pilha acaba. adeuzinho doce injecção.

tenho um choque.
esta realidade vem a suar dos poros destas pessoas.
a luz não falha mas come-nos.
todas as janelas estão fechadas.
isto anda e está escuro lá fora.
a noite aprisionou-te no meu pause.
eu é que o fiz.

vaga recordação do sorriso que não vi em ti ao virar as costas a caminho de casa.




lágrima, eu quero ir lá para fora.

Monday, November 5, 2007

and I feel fine...

That's great, it starts with an earthquake, birds and snakes, an aeroplane - Lenny Bruce is not afraid. Eye of a hurricane, listen to yourself churn - world serves its own needs, regardless of your own needs. Feed it up a knock,speed, grunt no, strength no. Ladder structure clatter with fear of height, down height. Wire in a fire, represent the seven games in a government forhire and a combat site. Left her, wasn't coming in a hurry with the furiesbreathing down your neck. Team by team reporters baffled, trump, tetheredcrop. Look at that low plane! Fine then. Uh oh! overflow, population, common group, but it'll do. Save yourself, serve yourself. World serves itsown needs, listen to your heart bleed. Tell me with the rapture and thereverent in the right - right. You vitriolic, patriotic, slam, fight, brightlight, feeling pretty psyched.
It's the end of the world as we know it.It's the end of the world as we know it.It's the end of the world as we know it and I feel fine.
Six o'clock - TV hour. Don't get caught in foreign tower. Slash and burn,return, listen to yourself churn. Lock him in uniform and book burning,blood letting. Every motive escalate. Automotive incinerate. Light a candle,light a motive. Step down, step down. Watch a heel crush, crush. Uh oh,this means no fear - cavalier. Renegade and steer clear! A tournament,a tournament, a tournament of lies. Offer me solutions, offer me alternativesand I decline.
It's the end of the world as we know it.It's the end of the world as we know it.It's the end of the world as we know it and I feel fine.
The other night I tripped a nice continental drift divide. Mount St. Edelite.Leonard Bernstein. Leonid Breshnev, Lenny Bruce and Lester Bangs.Birthday party, cheesecake, jelly bean, boom! You symbiotic, patriotic,slam, but neck, right? Right.
It's the end of the world as we know it.It's the end of the world as we know it.It's the end of the world as we know it and I feel fine... fine...

(It's time I had some time alone...)

conheces? (o planeta que habitas...)

Monday, October 29, 2007

levitação





quantas vezes saltaste do alto dos sonhos sem teres onde te agarrar?

Tuesday, October 23, 2007

caí aqui.

"e largado a pensar-te
sigo os teus lábios
esgotaram-se os sonhos
em que nos viciámos
e é porque eu me engano mesmo sobre tudo
que te chamo e te espero
tenho vindo a acompanhar-me
quase desde sempre
mas não de tão perto
que saiba do que é que me lembro
estive a ler as tuas cartas
e venho entregar-me
faz de mim o que quiseres
que eu estou exausto"

Tuesday, October 16, 2007

what a shame.



" gossip all of the time. "



Thursday, October 11, 2007

acto isolado? oh well "I ate the lotus".

(a cara é de parva. os olhos estão tortos.
mas ao que parece quis mesmo que me tirassem o raio da foto.
e ao que parece é só o que é. tirando a cruz suástica ao lado. nada contra. nada a favor, também.)









[ eu não ia voltar aqui, até ter tido vontade. (o sr. Stipe e a Marta também foram uma ajuda.) ]

450 luzes vêm e vão. sempre com a mesma rapidez e intensidade. Não ofuscam porque são pontuais. ao contrário dos ponteiros do relógio que conheço. (In)felizmente andam ao contrário. e eu nunca me habituei a ver as horas a passar. mas elas queimam-me os cigarros todos e gelam-me as costas. os azulejos da cozinha são um pouco frios. ou é só por estar descalça. e as minhas asas não aquecem muito.

- Dentro da minha manga. Dentro da minha manga já não existem truques nenhuns.

Olha, vai mais um sorriso para a minha colecção. olha, olha! os actos são tão isolados que mais ninguém os vê. e quem é que não é um? Quanto de ti partilhaste com o mundo realmente e quantas vezes te pisaram ou disfarçaram o embaraço com um sorriso?

paranóias. paranóias. paranóias. paranóias.

Ando com vontade de beber limonada e de estender os pés ao sol. de comer maçãs e esquecer-me de voltar para casa. vontade de me levantar do lugar quadrado e ver de que cores ainda se consegue pintar o céu.

- A Eurodisney é assim tão longe?

Risos.

Ainda me rio sozinha. Sempre achei meio idiota. é em segredo. Mas mais vale rir assim sozinha que em lado nenhum com pessoa alguma.

Quantas vezes o riso nos transportou ao silêncio? Quem é que me responde ao que não sabe?

Recuso-me a acreditar que não passa de um sonho e que os sonhos se estendem pelos passos que damos.

Eu acredito nos idiotas todos.

Mas eu ando a comer flores.

Desde sempre.

(só agora é que dei conta do sabor e do cheiro.)