passeava pelo reflexo dos olhos. e ficava-se por ali.
os passos do meu passado, vão-se cruzando, de tempos a tempos, com as minhas pegadas quotidianas. abraço o que conheci para poder entender o que aí vem. e fico-me com o amador que não conhece a sua dualidade, mas que me vai amando, no amanhecer, para lá do tempo.
achava eu
mas eu é que sou o que não sei ser.
tenho saudades de (te a)mar no espaço que fica entre os teus olhos e os teus pés, sem que a fala nos atrapalhe. e só se ouça o burburinho (do bater do coração - e olha, que o relógio não me coma os minutos até ti.)
o que sente, é o infinito a esborratar a cor dentro das paredes.a savana ficou atrás da memória, escondeu-se no espaço que se cria, individualmente do espaço que o tempo criou. procura verde. azul céu. a nuvem pode ficar cor-de-rosa, por favor.tem um sorriso incandescente, ás vezes, para quem lhe papa as manhas todas, guarda outro sorriso, mais luminoso, no bolso que não é só seu. aí não há manhas. fora com as cartas dos baralhos.aqui jogam com dados.rebolam pintas pretas em cubos brancos.no tapete de relva, ficam sons de cantigas entre amigos. cancioneiro é o que o medo nunca trouxe. há que desafinar uns com os outros, enquanto o dia nasce. que me entretenha o sono num colchão. já não sei como acordei.
não foi este o dia que eu vi nacer. mas ele fica aqui. parado, enquanto avança, a ser o que é.eu vou-me enfiar debaixo de água.e dormir.